A estatal que, literalmente, abastece o país realizou em 6 de janeiro o primeiro evento relacionado à captação de biometano, combustível não-fóssil que passará a distribuir no ano que vem.
Segundo a empresa, que fez na ocasião sua primeira coleta de propostas de produtores do setor, afirma tratar-se de uma novidade coerente com os seus objetivos de descarbonização, o que passa pelo fortalecimento do seu portfólio na área de gases.
O processo atende igualmente ao previsto na Lei do Combustível do Futuro (Nº 14.993), sancionada no ano passado.
As ofertas de fornecedores feitas a partir de agora vão envolver contratos firmes, com duração de 11 anos e entregas a partir de 2026.
O biometano será realizado em diferentes pontos de entrega, incluindo refinarias, usinas termelétricas, e malhas de transporte e distribuição.
Segundo declarou à imprensa o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim, se a sua empresa obtiver sinalização positiva dos produtores, ele terão bons negócios pela frente.
”Poderemos adquirir volumes de 3 a 4 vezes maiores do que a produção média diária de biometano do país, que é de cerca de 220 mil m³/dia”, afirmou o executivo.
A estatal também prevê, com esse novo momento, o desenvolvimento de todo o ecossistema do biometano em diversos pontos do Brasil, a partir da cadeia produtiva da agroindústria, sobretudo a sucroalcooleira, bem como a pecuária e os aterros sanitários.
