A COP30, encontro internacional marcado para novembro próximo em Belém do Pará, está sendo considerado pela Organização das Nações Unidas um dos principais desafios globais deste ano envolvendo as questões do clima.
Dentre os temas que deverão conferir tal status ao evento estão os financiamentos – assunto que ficou pendente na COP anterior. Mas restam também assuntos a resolver envolvendo proteção ambiental, legislação e poluição plástica.
Por trás disso tudo, uma pergunta inquietante: o “Keep 1.5° alive” será cumprido?
O termo refere-se à bandeira empunhada há anos pela comunidade científica apregoando a necessidade de a temperatura global não superar em mais de 1,5 grau os níveis registrados na era pré-industrial.
As primeiras vítimas diretas, em caso de fracasso no cumprimento dessa meta, seriam as nações insulares em desenvolvimento, que tendem a desaparecer à medida que o nível dos oceanos aumentar.
Espera-se, portanto, que as diversas nações apresentem compromissos atualizados para reduzir a maior causa de fenômenos assim, ou seja, a emissão gases de efeito estufa.
A própria escolha da Amazônia para a Conferência simboliza um aspecto intrínseco ao debate ambiental, que é a proteção à natureza abordada na Rio 92, sob a ótica das mudanças climáticas, biodiversidade e desertificação.
A terceira tônica do movimento ambiental neste ano ficará por conta de outra pergunta recorrente no setor: afinal, quem vai pagar por tudo isso? Países pobres, os ricos ou ambos, dentro de suas reais possibilidades? Ou de acordo com sua emissão de gases de efeito estufa?
Na COP29, em Baku, Azerbaijão, avançaram as negociações neste campo, mas os números ainda estão muito longe dos US$ 1,3 trilhão pleiteados pelos países desenvolvidos no decorrer de uma década.
Igualmente virou o ano uma questão legislativa, apontada pela ONU como a quarta pendência ambiental significativa de 2025, pois ainda falta consenso sobre a ajuda internacional a países insulares como Vanuatu, ameaçados de ser engolidos pelo Pacífico.
Concluindo a lista sobre as prioridades ambientais de 2025 vem a crise global de poluição plástica, aspecto bem encaminhado nas discussões já realizadas, embora ainda falte um acordo final abordando o ciclo de vida completo desses produtos.
Em última instância, ambientalistas defendem o fim do plástico como matéria-prima, que embora preserve a vida marinha e diminua sensivelmente o lixo sólido do planeta, ainda esbarra em óbvias resistências da indústria química mundial.
