Hospitais, Upas e até a Arena Castelão – palco cearense de shows e partidas de futebol – integram a lista de 17 equipamentos públicos locais já integrados ao Mercado Livre de Energia.
O critério de escolha foi priorizar as instalações de maior consumo, que agora passam a contar com energia limpa e mais barata, como mandam os tempos atuais.
Firmado com a comercializadora de energia EDP, o contrato já está representando uma economia média de 26% nos custos com energia em cada imóvel que passou pela mudança, havendo ainda uma série deles a ser convertida.
Em linhas gerais, esse tipo de acordo permite abrir mão do fornecimento tradicional, provido por usinas hidrelétricas ou termelétricas, por fontes alternativas que incluem as energias solar e eólica.
Com isso, além de contribuir com o ambiente, as edificações se liberam da majoração de tarifas provocadas por períodos de seca, por exemplo, quando vigoram em certas regiões as bandeiras amarela ou vermelha.
Toda essa movimentação, cujos resultados práticos começaram a surgir no final do ano passado, indica que o Ceará vai conseguir bem antes do previsto a autossuficiência energética dos seus órgãos oficiais, determinada para 2029 por Decreto Estadual.
Quando isso acontecer, segundo o governo cearense, mais de 100 GW/h de consumo anual vão decorrer de fontes limpas, em sintonia com a necessidade planetária por soluções alternativas eficazes.
Como funciona?
Também conhecido como Ambiente de Contratação Livre (ACL), o Mercado Livre de Energia é uma modalidade de negócio em que os consumidores podem escolher livremente o seu fornecedor de energia.
Neste sistema, cuja denominação se deve à liberdade de negociação entre as partes, o consumidor define diretamente com o fornecedor o preço, a quantidade de energia, o período de suprimento e a forma de pagá-lo.
Juntamente com a possibilidade de aderir a fontes renováveis de energia, quem opta por esse método pode planejar melhor seu orçamento, aspecto fundamental para os grandes consumidores, sejam empresas ou famílias.
