Além das mortes e internações já registradas mundo afora em função das mudanças climáticas, a poluição do ar continua afetando a humanidade. E isso já é conhecido muito antes de qualquer menção ao aquecimento global e seus principais causadores.
Por isso especialistas da saúde vêm lembrando que a ênfase do assunto não deve envolver, exclusivamente, o campo ambiental, mesmo sendo inevitável, em médio e longo prazos, que recaiam sobre todos nós graves consequências, quando as coisas andam mal neste campo.
Parte considerável dos poluentes que têm feito as temperaturas planetárias aumentar ano a ano causa estragos imediatos em toda a vida na face da Terra que possui pulmões, portas naturais para a entrada de doenças não só respiratórias, como também cardíacas.
A gravidade do problema torna-se mais compreensível diante de estimativas, segundo as quais, cerca de 7 milhões de óbitos ocorrem mundialmente em virtude desse quadro, sendo mais da metade em decorrência da poluição do ar exterior.
A queima de combustíveis fósseis há muito vem jogando na atmosfera substâncias como dióxido de enxofre, monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio e ozônio.
Já as chamadas partículas finas, os filtros de ar-condicionado bem instalados e mantidos são capazes de reter, aspecto retratado pela QAI – Qualidade do Ar Interno.
As demais substâncias da lista, porém, penetram livremente nos organismos de quem ouse simplesmente respirar nas ruas e avenidas, sobretudo das grandes cidades.
Resultado: Consultórios médicos, pronto socorros e hospitais cada vez mais lotados, com vítimas de doenças pulmonares obstrutivas crônicas, infecções respiratórias e até câncer. Quando atinge o aparelho cardiovascular, a poluição é causa frequente de AVC e isquemia cardíaca.
O sistema imunológico também sofre em meio a tanta fumaça, uma vez que as partículas tóxicas afetam até mesmo o desenvolvimento fetal.
De forma geral, crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis a problemas de saúde provocados pelo ar poluído.
Mas quem espera um cenário digno de ficção científica, a ser provocado pelo aquecimento global e os extremos climáticos que ele provoca, já tem diante de si motivos altamente convincentes para agir o quanto antes.
Basta cada um fazer sua parte, ao escolher uma forma menos poluente de vencer as distâncias no dia a dia, ou ainda, evitar – na medida do possível – de suas tarefas cotidianas muito longe de casa.
Depois, basta torcer para que esse bom exemplo seja seguido e incentivado por todos que têm nas mãos a caneta do poder em sua cidade, estado ou país.
