No seu décimo sexto ano em vigor, a Norma Brasileira Nº 16.401 teve publicada recentemente uma ampla atualização – e das mais positivas -, de acordo com especialistas na área.
Dentre os aspectos elogiados pelo mercado está a maior abrangência dada à Norma, que agora também versa sobre eficiência energética, e aprimora vários parâmetros de avaliação.
Quanto à climatização em si, a NBR 16.461 também inova, ao definir novos requisitos mínimos para o planejamento e dimensionamento dos sistemas de ar-condicionado.
Já o conforto térmico é contemplado pela especificação das condições ideais de temperatura e umidade para proporcionar bem-estar em ambientes climatizados.
A terceira seção da Norma, por fim, enfatiza a Qualidade do Ar Interior por meio de novos padrões de renovação de ar, filtragem e controle de contaminantes, em defesa de ambientes mais saudáveis.
Opiniões
A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) saudou as mudanças, sobretudo, no campo da QAI.
De acordo com o presidente do Qualindoor – Departamento de Qualidade do Ar pertencente à entidade, Arthur Aikawa, “a atualização da ABNT NBR 16.401 se estendeu por anos”.
“Esse fato atesta a resiliência e o comprometimento dos profissionais envolvidos com a evolução contínua do mercado brasileiro por meio de técnicas e processos normativos”, acrescenta.
A discussão aberta e técnica das reuniões de trabalho, segundo ele, possibilitou “um arcabouço técnico normativo, auxiliando o mercado na documentação das melhores práticas”.
Desenvolvida pelo Comitê Brasileiro CB 055, de responsabilidade da ABRAVA, a revisão da Norma representa um avanço, no entender de Aikawa.
No quesito Eficiência Energética, por exemplo, ele comemora a introdução de um Coeficiente de Performance (COP) mínimo para sistemas de ar-condicionado, visando reduzir o consumo energético.
Já na área do conforto térmico, específica parâmetros ideais de temperatura e umidade para proporcionar bem-estar em ambientes climatizados.
“As temperaturas operativas internas agora variam entre 22,5 °C e 25,5 °C, com limites de velocidade do ar mais rigorosos”, acrescenta Aikawa.
No campo específico da Qualidade do Ar Interior, a atualização da NBR 16.401 estabelece padrões de renovação de ar, filtragem e controle de contaminantes, assegurando ambientes saudáveis.
Um nítido exemplo são as taxas mínimas de renovação de ar, que passaram a ser de 27 m³/h por pessoa em ambientes de escritório e 40 m³/h nos hospitais.
