O conflito deflagrado pelos EUA na reta final do governo Biden é inusitado, pois ao invés de uma disputa entre nações, trata-se de uma autêntica guerra contra a produção petrolífera, da qual se originam, aí sim, inimigos como o dióxido de carbono, hoje globalmente combatido.
Enquanto o mundo engatinha no uso de outras fontes de energia, a solução encontrada pelo presidente estadunidense foi limitar a perfuração de petróleo e gás em áreas do país onde, até pouco tempo atrás, essas atividades eram permitidas.
A estratégia visa, na verdade, proteger o ambiente e combater as mudanças climáticas com essa atitude, uma vez que os combustíveis fósseis são um dos principais causadores do aquecimento global.
Dentre os pontos de exploração restritos pela medida está o Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico, pois antes mesmo de seus derivados ganharem chaminés e canos de escapamento, a própria exploração do antigo ouro negro impacta o ambiente.
Ao diminuir o ritmo das perfurações em mais de 10 milhões de acres dos EUA, o governo Biden deu margem a um verdadeiro bombardeio de debates, alguns deles tão quentes quanto o clima atual no planeta.
Mas entre os ganhos em médio e longo prazos, reconhecidos até mesmo pelos opositores do hoje quase ex-presidente, está o avanço nos investimentos globais para aumentar, o quanto antes, a presença das fontes de energia alternativas
Países como a China, por exemplo, têm se esmerado em desenvolver sistemas solares, eólicos e de armazenamento de energia cada vez mais versáteis e eficazes, com a finalidade de reduzir desde já a dependência do petróleo submetida ao mundo desde a Revolução Industrial.
Espera-se que disposição semelhante se manifeste por parte das petrolíferas, pois adaptar-se à nova realidade que se avizinha requer investimentos maciços em pesquisa e desenvolvimento.
E em ritmo compatível com os esforços de indústrias como a automobilística, que hoje tem no carro elétrico o norte de sua bússola.
