Dias após a confirmação científica de que a média da temperatura global, pela primeira vez, superou em 1,5ºC os níveis pré-industrialização,teto previsto para daqui a dez anos pelo Acordo de Paris, chegou a vez de o nosso país ser manchete sobre o mesmo assunto.
É que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acaba de informar que tivemos em 2024 o ano mais quente do Brasil, desde o início da medição oficial, em 1961.
A média de 25,02ºC superou o recorde de 24,92ºC, obtida em 2023, segundo o relatório expedido pelo órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária afirma.
Foi uma anomalia de 0,79ºC, atribuída pelo Inmet às mudanças climáticas globais, cujos reflexos vimos sentindo com intensidade cada vez maior por aqui.
Em meio ao aquecimento dos oceanos e a intensificação do fenômeno El Niño, tivemos no país extremos climáticos como a antecipação da temporada de incêndios no Pantanal.
Houve ainda no ano recém-concluído a seca dos rios, igualmente precoce na Região Norte, e as chuvas torrenciais provocadas por bloqueios atmosféricos, das quais decorreram as maiores enchentes da história do Rio Grande do Sul.
No entender dos meteorologistas que têm se pronunciado sobre o tema na mídia, o recorde de calor de 2024 realça a urgência de ações globais e locais para combater as mudanças climáticas.
Dentre essas providências, destacam-se os investimentos em energia limpa, reflorestamento e a redução das emissões de gases de efeito estufa, aspectos consensuais entre os cientistas de todo o mundo, como forma de reduzir o ritmo do aquecimento global.
