Recém-publicada pela Revista Nature, pesquisa desenvolvida por cientistas da Universidade de Yale, nos EUA, está dando nova feição às grandes correntes de vapor de água que trafegam na alta atmosfera.
Ao analisar quatro décadas de dados climáticos, com o apoio de algoritmos rastreando este fenômeno meteorológico, também denominado rios atmosféricos, o estudo comprovou sua ligação com os picos de temperatura.
Essa influência estaria ocorrendo tanto em curto prazo, ou seja, de hora em hora, quanto por intermédio de ondas de calor úmidas que podem durar três ou mais dias.
Somado às emissões de gases de efeito estufa provocadas pelo homem, este componente natural existe há milênios, mas contribui para invernos quentes e ondas de calor fora de época. Até então, os rios atmosféricos associavam-se apenas a chuvas intensas.
Ao detalhar suas características, os estudiosos os definem como poderosos transportadores de umidade dos oceanos para o continente, tendo como exemplo o Pineapple Express, que vai do Pacífico tropical, nas proximidades do Havaí, até a costa oeste dos Estados Unidos e Canadá.
Outra conclusão do estudo é a existências de duas principais influências dos rios atmosféricos nas temperaturas do planeta.
A primeira é transpor o ar quente de uma região para outra e, a segunda, consiste em originar densas camadas de nuvens que acabam retendo o calor solar próximo à superfície, causando períodos de clima ameno e chuvoso no inverno.
Já no verão, têm a propriedade de amplificar as ondas de calor extremo, aumentando os níveis de aquecimento e umidade na atmosfera, elevando os termômetros entre 5ºC e 10ºC.
